Em resumo
- Credencial técnica e titulação pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) são o ponto de partida inegociável — não a quantidade de seguidores nas redes sociais.
- O hospital onde a cirurgia será realizada, a equipe de suporte e o protocolo de segurança perioperatória pesam tanto quanto a habilidade cirúrgica em si.
- Uma consulta bem conduzida revela muito sobre o método e o caráter do médico: quem promete resultados específicos ou pressiona por decisão rápida merece atenção redobrada.
Toda decisão cirúrgica começa muito antes do centro cirúrgico. Ela começa na pesquisa silenciosa que você faz sozinha, tarde da noite, tentando entender quem realmente é o profissional que vai operar você. E, nessa fase, a quantidade de informação disponível na internet pode ser ao mesmo tempo um recurso e uma armadilha.
Este checklist foi construído para funcionar como um filtro de qualidade — não para intimidar, mas para empoderar. Cada uma das doze perguntas a seguir representa um critério técnico ou ético que distingue uma escolha segura de uma escolha baseada apenas em aparências.
1. O médico é titular da SBCP?
Esta é, sem dúvida, a primeira pergunta a fazer. O título de especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica não é um certificado de conclusão de curso livre: é o resultado de uma residência médica específica de três anos, aprovada pelo MEC e pelo CFM, seguida de prova escrita e prova prática perante banca.
No Brasil, qualquer médico formado pode se autointitular “cirurgião plástico” sem restrições legais. Por isso, verificar o título pela SBCP — e o RQE (Registro de Qualificação de Especialidade) junto ao CRM — é o único caminho para saber se a especialização é real. Você pode consultar o CRM-RS diretamente em cfm.org.br ou pelo site da SBCP.
Como referência, o Dr. Alexandre Peruzzo é membro titular da SBCP, com CRM-RS 26736 e RQE 34441 — dados verificáveis publicamente.
2. Em qual hospital a cirurgia será realizada?
O ambiente cirúrgico não é um detalhe logístico. É uma variável de segurança. Hospitais com acreditação de qualidade (como a Joint Commission International ou a ONA) dispõem de protocolos rigorosos de controle de infecção, banco de sangue, UTI integrada e equipes de anestesiologia com experiência em cirurgia eletiva de alto padrão.
Pergunte diretamente: “O senhor opera em qual hospital? Esse hospital tem UTI disponível para eventualidades?” Uma cirurgia eletiva estética não prevê complicações — mas um cirurgião responsável sempre escolhe um ambiente preparado para gerenciá-las.
O Dr. Peruzzo realiza seus procedimentos no Hospital Moinhos de Vento — Unidade Pontal, em Porto Alegre, referência reconhecida no Sul do Brasil por seus protocolos de segurança cirúrgica e infraestrutura de alto nível. O consultório de atendimento fica na Av. Padre Cacique, 2893 — Shopping Pontal, Cristal.
3. Qual é a formação específica do cirurgião para o procedimento que você deseja?
Dentro da cirurgia plástica, existem subespecialidades e curvas de aprendizado distintas. Um profissional com vasta experiência em rinoplastias pode ter menor volume em cirurgias mamárias — e vice-versa. Pergunte quantas cirurgias do tipo que você deseja o médico realiza por mês, há quantos anos opera esse procedimento e se existe alguma técnica diferenciada que ele emprega.
Cirurgiões que desenvolvem técnicas próprias — com publicações, apresentações em congressos ou reconhecimento pela SBCP — costumam demonstrar um comprometimento técnico que vai além da rotina. A mastopexia interna e a minilipolaser, por exemplo, são técnicas desenvolvidas e aprimoradas com anos de prática e refinamento contínuo.
O currículo fala mais do que o feed
Verifique se o médico tem participação em congressos, publicações técnicas ou atuação como preceptor em residências médicas. Essas atividades indicam que o profissional permanece em contato com a fronteira do conhecimento da especialidade.
4. Como é conduzida a consulta?
Uma consulta de cirurgia plástica bem conduzida tem estrutura e intenção claras. O médico deve:
- ouvir seus objetivos com atenção genuína antes de propor qualquer procedimento;
- realizar exame físico adequado;
- explicar a anatomia envolvida e o raciocínio técnico por trás da indicação;
- apresentar alternativas, inclusive a opção de não operar;
- informar riscos reais — não apenas minimizá-los para fechar uma consulta.
Se você saiu da consulta sem entender exatamente o que será feito, por qual incisão, com qual implante ou técnica, e quais são os riscos específicos para o seu caso — a comunicação falhou. Uma boa consulta deixa você mais informada, não mais confusa.
Atenção às promessas de resultado
A Resolução CFM 2.336/2023 é explícita: o médico não pode garantir resultados em cirurgias estéticas. Quem promete “você vai ficar perfeita” ou exibe resultados como se fossem universalmente reproduzíveis está em desacordo com a ética médica e, possivelmente, gerenciando suas expectativas de forma irresponsável.
5. Qual é o protocolo de segurança perioperatória?
Pergunte sobre o protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) ou equivalente, sobre o uso de profilaxia para trombose venosa profunda (TVP), sobre os critérios de jejum, sobre como é feito o acompanhamento pós-operatório imediato e quem você deve acionar em caso de dúvida ou intercorrência fora do horário comercial.
A segurança não termina quando a anestesia passa. O acompanhamento pós-operatório estruturado — com retornos presenciais em datas definidas e canal de comunicação claro — é parte integrante do cuidado cirúrgico de qualidade.
6. Quem é o anestesiologista e qual é o protocolo anestésico?
Em muitas clínicas de menor porte, o anestesiologista não é apresentado ao paciente antes do procedimento. Isso é um sinal de alerta. O anestesiologista deve ser um médico especialista (com RQE em anestesiologia), deve conhecer seu histórico clínico, suas alergias e medicações em uso, e deve conduzir uma avaliação pré-anestésica formal.
O tipo de anestesia — geral, sedação, local com sedação — também varia conforme o procedimento e o perfil da paciente. Entender essa escolha e seus fundamentos é parte legítima do seu direito à informação.
7. O médico utiliza implantes e materiais com registro na Anvisa?
Todo implante, tela cirúrgica ou dispositivo utilizado no seu corpo deve ter registro ativo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pergunte a marca, o modelo e o número de registro do implante antes de autorizar a cirurgia.
Implantes Motiva, por exemplo — utilizados nos procedimentos de aumento mamário com prótese —, possuem registro Anvisa e ampla documentação científica publicada. A tela TIGR® Matrix, reabsorvível e empregada em mastopexias internas, igualmente conta com registro e estudos clínicos de longo prazo. Materiais sem procedência verificável representam risco jurídico e sanitário para a paciente.
Tecnologia a serviço do resultado — e da segurança
Pergunte também sobre os recursos tecnológicos disponíveis: simuladores digitais (como o Arbrea Labs), equipamentos de laser, sistemas de monitoramento intraoperatório. A tecnologia não substitui a técnica — mas um consultório atualizado indica um médico que investe em seu próprio aprimoramento.
8. Como é feita a gestão de expectativas?
Cirurgia plástica opera sobre corpos reais, com histórias, genéticas e cicatrizações individuais. Um bom cirurgião é honesto sobre o que é possível para o seu corpo — não para o corpo de outra pessoa que você viu nas redes sociais.
Perguntas como “qual será o tamanho da cicatriz?”, “quanto tempo até eu ver o resultado final?” e “o que pode acontecer se eu engravidar depois?” devem receber respostas técnicas e personalizadas, não genéricas. Se as respostas parecerem decoradas e desconectadas da sua anatomia específica, desconfie.
9. Qual é a política de revisão em caso de intercorrência?
Complicações cirúrgicas são raras em mãos experientes — mas existem. Pergunte diretamente como o médico procede em caso de hematoma, seroma, abertura de cicatriz ou assimetria. Um profissional ético acompanha o paciente até a resolução do problema, sem cobrar procedimentos de revisão decorrentes de complicações cirúrgicas.
Essa conversa revela muito sobre o caráter do médico. Quem evita o assunto ou trata a pergunta como inoportuna merece atenção.
10. O médico aborda saúde integral — não apenas o procedimento isolado?
Cirurgia plástica de excelência não existe no vácuo. Peso estável, perfil hormonal equilibrado, níveis adequados de vitaminas e proteínas influenciam diretamente na cicatrização e na durabilidade dos resultados. Um cirurgião comprometido com sua paciente avalia esses parâmetros — ou orienta uma avaliação com especialistas — antes de indicar uma cirurgia eletiva.
Essa visão integrativa é especialmente relevante em 2026, quando o uso crescente de análogos de GLP-1 (como semaglutida e tirzepatida) tem levado muitas mulheres a chegarem à consulta com perda de peso significativa e alterações na composição corporal que impactam diretamente o planejamento cirúrgico. Um cirurgião que não pergunta sobre esses contextos pode estar planejando uma cirurgia para um corpo que ainda está em transição.
Para quem busca uma abordagem mais ampla de saúde e envelhecimento saudável, o Programa de Longevidade é um recurso complementar que pode ser integrado ao planejamento cirúrgico.
11. O médico tem histórico verificável de atuação?
Além de verificar o CRM e o título SBCP, é legítimo pesquisar se o médico tem histórico de penalidades no conselho, se aparece em coberturas jornalísticas de qualidade e se possui casos registrados na mídia especializada. A transparência da trajetória profissional é um indicador de confiança.
Você pode consultar o histórico de presença na mídia de um cirurgião para entender o grau de reconhecimento que ele recebe fora do próprio consultório.
12. Você se sente ouvida, respeitada e sem pressão?
Esta última pergunta é a mais subjetiva — e talvez a mais importante. A relação entre paciente e cirurgião é uma parceria. Você deve se sentir à vontade para fazer perguntas, discordar, pedir tempo para pensar e, se necessário, buscar uma segunda opinião sem constrangimento.
Desconfie de médicos que criam urgência artificial (“essa data é a última disponível por meses”), que minimizam suas dúvidas ou que parecem mais interessados em fechar um procedimento do que em entender o que você realmente precisa. A consulta ideal termina com você mais informada, mais segura e com total liberdade para decidir no seu tempo.
Uma decisão que merece o melhor critério
Porto Alegre conta com um número expressivo de cirurgiões plásticos — e a qualidade entre eles varia consideravelmente. Este checklist não foi criado para apontar um único caminho, mas para garantir que o caminho que você escolher seja construído sobre bases sólidas: credencial verificável, ambiente cirúrgico seguro, comunicação honesta e respeito à sua individualidade.
Se você deseja conhecer mais sobre a abordagem técnica e o perfil profissional de quem assina este blog, a página Dr. Alexandre Peruzzo reúne formação, especializações e filosofia de trabalho de forma detalhada. Para procedimentos específicos — como mastopexia com prótese, retração de pele a laser ou lipoaspiração minimamente invasiva —, cada página de procedimento traz o racional técnico completo antes de qualquer consulta.
A decisão final é sua. E quanto mais bem informada você estiver ao tomá-la, melhor será todo o processo — antes, durante e depois da cirurgia.
FAQ
1. Como verifico se um cirurgião plástico tem o título SBCP em Porto Alegre? Acesse o site da SBCP (sbcp.org.br) ou o portal do CFM (cfm.org.br) e pesquise pelo nome ou número do CRM do médico. O RQE (Registro de Qualificação de Especialidade) também deve constar no CFM estadual — no caso do Rio Grande do Sul, no CRM-RS.
2. Posso pedir segunda opinião antes de operar? Sim — e é altamente recomendável para procedimentos de maior complexidade ou quando você tem dúvidas sobre a indicação. Um bom cirurgião não apenas aceita essa postura como a encoraja. Segunda opinião é parte do exercício responsável da autonomia do paciente.
3. O que significa operar no Hospital Moinhos de Vento? O Hospital Moinhos de Vento é uma instituição privada de referência no Sul do Brasil, com acreditação de qualidade e infraestrutura completa — incluindo UTI, banco de sangue e equipes especializadas. Operar em um hospital acreditado significa que o protocolo de segurança é auditado externamente, não apenas declarado pelo próprio médico.
4. Quanto tempo antes da cirurgia devo iniciar a pesquisa por um cirurgião? Idealmente, três a seis meses antes da data desejada. Esse período permite consultar mais de um profissional, realizar exames pré-operatórios com antecedência, ajustar eventuais parâmetros clínicos (peso, hemoglobina, nível hormonal) e tomar uma decisão sem pressa.
5. O preço é um critério válido na escolha? O preço deve ser compreendido, nunca ignorado — mas não deve ser o critério principal. Cirurgias muito abaixo da tabela de referência da SBCP frequentemente indicam redução de alguma variável de qualidade: o hospital, o anestesiologista, o implante utilizado ou o tempo dedicado ao acompanhamento pós-operatório. Transparência sobre o que está incluído no orçamento é mais importante do que o número em si.
6. Posso fazer mais de um procedimento na mesma cirurgia? Depende. A combinação de procedimentos é tecnicamente possível em muitos casos, mas deve ser avaliada com critério rigoroso quanto ao tempo cirúrgico total, ao risco anestésico acumulado e ao estado clínico da paciente. Um cirurgião responsável define esse limite baseado em segurança — não em conveniência logística ou financeira.