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artesania corporal
Consultório do Dr. Alexandre Peruzzo
Sustentação interna · Reabsorvível

A tela que sustenta e desaparece.

A tela de sustentação interna reabsorvível — conhecida comercialmente como TIGR® Matrix — funciona como um sutiã interno: dá suporte à mama enquanto os tecidos cicatrizam e, depois, é totalmente absorvida pelo corpo. Sem material permanente. 100% sintética.

Role

Um suporte que cumpre o seu papel
e some — deixando só o seu tecido.

Em vez de depender de um material que fica para sempre, a tela reabsorvível oferece a força que a mama precisa no período mais delicado — a cicatrização — e transfere progressivamente essa sustentação para o próprio corpo, até ser completamente absorvida. É a lógica do menor impacto possível, aplicada à estrutura da mama.

Atendimento — Dr. PeruzzoSustentação interna · Hospital Moinhos de Vento
O que é

Um sutiã interno
que o corpo absorve.

A TIGR® Matrix foi a primeira tela cirúrgica sintética de reabsorção a longo prazo do mundo. É uma malha tricotada de filamentos 100% sintéticos — sem material de origem animal — com estrutura de poros largos, feita para se integrar ao tecido e dar sustentação à mama por dentro.

Diferente das telas permanentes ou das matrizes de origem biológica (ADM), ela não permanece no corpo: cumpre a função de suporte e é totalmente reabsorvida em cerca de três anos, sem deixar material estranho.

100%
Sintética · sem origem animal
~3 anos
Reabsorção completa
0
Material permanente
Como funciona

Duas fibras,
dois tempos.

A tela combina dois tipos de fibra que se reabsorvem em ritmos diferentes. Uma fibra de reabsorção rápida (copolímero de glicolídeo, lactídeo e carbonato de trimetileno) dá a força inicial e se integra ao tecido em poucos meses. Uma fibra de reabsorção lenta (copolímero de lactídeo e carbonato de trimetileno) mantém o suporte por muito mais tempo, até ser absorvida ao longo de cerca de três anos.

O resultado é uma transferência gradual de carga: enquanto a tela se dissolve, o próprio organismo assume a sustentação, com o colágeno e os tecidos remodelados em torno da estrutura. Suporte forte no começo, ausência de corpo estranho no fim.

Fibra rápida

Glicolídeo + lactídeo + carbonato de trimetileno. Força inicial, integra-se em poucos meses.

Fibra lenta

Lactídeo + carbonato de trimetileno. Sustenta por mais tempo, some em ~3 anos.

Macroporosa

Poros largos que favorecem a integração e a vascularização do tecido.

Transferência de carga

O suporte passa, aos poucos, da tela para o tecido do próprio corpo.

Animação 3D · TIGR® Matrix (Novus Scientific)
A linha do tempo

Da cirurgia ao desaparecimento

Como a tela trabalha ao longo do tempo — e por que, ao final, não resta nada além do seu próprio tecido.

Dia 0

Cirurgia e suporte máximo

A tela é posicionada e suturada como um sutiã interno, oferecendo a força mecânica máxima exatamente quando a mama mais precisa: no início da cicatrização.

~4 meses

A fibra rápida se integra

A fibra de reabsorção rápida já foi incorporada ao tecido. A estrutura macroporosa favorece a entrada de vasos e a integração da tela ao organismo.

Meses seguintes

Transferência gradual de carga

A fibra lenta mantém o suporte enquanto o próprio corpo assume progressivamente a sustentação, com remodelação de colágeno em torno da estrutura.

~3 anos

Reabsorção completa

A tela é totalmente absorvida. Não resta material permanente — apenas o tecido do próprio corpo, agora remodelado e com sustentação própria.

Na cirurgia de mama

Estrutura por dentro,
resultado que dura.

Na prática do Dr. Peruzzo, a tela reforça a lógica do sutiã interno: dar à mama uma sustentação estrutural que protege o formato ao longo do tempo. Pode ser empregada como suporte adicional em situações que pedem reforço — pele mais fina, implantes maiores ou flacidez — combinada às técnicas de mastopexia interna e de prótese de recuperação rápida.

No Brasil, a TIGR® Matrix é aprovada pela ANVISA para cirurgia reconstrutiva da mama, em planos pré-peitoral e submuscular. A indicação e o benefício são sempre definidos em avaliação individual.

Animação 3D · mastopexia com TIGR® Matrix
O que diz a ciência

Evidência clínica

Resultados publicados sobre a tela reabsorvível em cirurgia de mama baseada em implante.

5,4%

Complicações da tela

Em série de 49 pacientes (60 mamas), seguimento médio de 12 meses, com apenas um implante removido por infecção (Cuffolo et al., 2018).

1,8%

Infecção · <3% seroma

Em 71 pacientes (109 mamas) com reconstrução direta por implante: infecção 1,8% e seroma 2,8% — perfil considerado aceitável (Shauly et al., 2025).

↓ revisões

Menos reintervenções

Frente a telas sintéticas não reabsorvíveis, observam-se menores taxas de seroma e infecção e, sobretudo, menos cirurgias de revisão e de retirada da tela.

A literatura também aponta a tela reabsorvível como alternativa de menor custo às matrizes dérmicas acelulares (ADM), com perfil de complicações comparável. Os dados referem-se majoritariamente a cirurgia reconstrutiva baseada em implante; estudos de pós-comercialização seguem em andamento. Resultados individuais variam mediante avaliação.

Segurança & regulação

Aprovada e rastreável

Material com histórico de uso clínico desde os anos 1970 e aprovações nas principais agências.

Animal-free

100% sintética

Sem componentes de origem animal, o que reduz risco de reação e simplifica o manuseio, a sutura e o posicionamento.

Macroporosa

Integração ao tecido

A malha tricotada de poros largos favorece a vascularização e a incorporação ao organismo durante a cicatrização.

Sem resíduo

Reabsorção total

Ao final do processo, não permanece material estranho — diferentemente das telas permanentes.

FDA 510(k) · 2010 CE · 2011 EU MDR · 2021 ANVISA Brasil · 2024 Fabricante: Novus Scientific (Suécia)
Perguntas frequentes

O que você quer saber

A tela fica para sempre no meu corpo? +
Não. A TIGR® Matrix é reabsorvível: ela dá suporte durante a cicatrização e é totalmente absorvida pelo corpo ao longo de cerca de três anos, sem deixar material permanente.
Se a tela some, o que sustenta a mama depois? +
A própria estrutura do seu corpo. Enquanto a tela se reabsorve, há uma transferência gradual de carga: o tecido se remodela e o colágeno se organiza em torno da estrutura, assumindo a sustentação antes oferecida pela malha.
É de origem animal, como algumas matrizes? +
Não. É 100% sintética, feita de polímeros sem componentes de origem animal — os mesmos materiais reabsorvíveis em uso clínico desde os anos 1970. Isso reduz o risco de reação e dispensa tecido biológico.
Em quais cirurgias ela pode ser usada? +
É empregada como sustentação interna em cirurgia de mama baseada em implante — em planos pré-peitoral e submuscular — e como reforço estrutural associado a técnicas como a mastopexia interna e a prótese de recuperação rápida. A indicação é sempre individual.
Quais as vantagens frente às telas permanentes ou às matrizes biológicas (ADM)? +
A literatura aponta menores taxas de seroma e infecção e, sobretudo, menos cirurgias de revisão e de retirada da tela em comparação com telas sintéticas não reabsorvíveis, além de ser uma alternativa de menor custo às matrizes dérmicas acelulares, com perfil de complicações comparável.
É aprovada no Brasil? +
Sim. Possui registro na ANVISA (2024) para cirurgia reconstrutiva da mama, além de aprovações da FDA (2010), CE (2011) e EU MDR (2021).
Como sei se é indicada para o meu caso? +
O primeiro passo é uma avaliação individual. Fale comigo pelo WhatsApp para conversarmos sobre a sua mama e marcarmos a consulta.
Referências científicas

A base bibliográfica

  1. Cuffolo G, et al. TIGR matrix for implant-based breast reconstruction — a long-term resorbable mesh. Expert Review of Medical Devices. 2018;15(9):689–691.
  2. Shauly O, et al. Early Outcomes Using TIGR Mesh in Direct-to-Implant Breast Reconstruction. Plastic and Reconstructive Surgery — Global Open. 2025.
  3. Caddia et al. Immediate Implant-Based Breast Reconstruction Using TIGR® Matrix Surgical Mesh: Clinical Outcomes From Our First 100 Procedures. 2025.
  4. Becker H, Lind JG. The Use of Synthetic Mesh in Reconstructive, Revision, and Cosmetic Breast Surgery. Aesthetic Plastic Surgery. 2013;37(5):914–921.
  5. Novus Scientific. TIGR® Matrix Surgical Mesh — Instructions for Use / informações técnicas. tigrmatrix.com.
  6. ClinicalTrials.gov. Post-market Surveillance Study of TIGR® Matrix After Reconstructive Breast Surgery. NCT06511167.
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