
A tela de sustentação interna reabsorvível — conhecida comercialmente como TIGR® Matrix — funciona como um sutiã interno: dá suporte à mama enquanto os tecidos cicatrizam e, depois, é totalmente absorvida pelo corpo. Sem material permanente. 100% sintética.
Um suporte que cumpre o seu papel
e some — deixando só o seu tecido.
Em vez de depender de um material que fica para sempre, a tela reabsorvível oferece a força que a mama precisa no período mais delicado — a cicatrização — e transfere progressivamente essa sustentação para o próprio corpo, até ser completamente absorvida. É a lógica do menor impacto possível, aplicada à estrutura da mama.
Sustentação interna · Hospital Moinhos de VentoA TIGR® Matrix foi a primeira tela cirúrgica sintética de reabsorção a longo prazo do mundo. É uma malha tricotada de filamentos 100% sintéticos — sem material de origem animal — com estrutura de poros largos, feita para se integrar ao tecido e dar sustentação à mama por dentro.
Diferente das telas permanentes ou das matrizes de origem biológica (ADM), ela não permanece no corpo: cumpre a função de suporte e é totalmente reabsorvida em cerca de três anos, sem deixar material estranho.
A tela combina dois tipos de fibra que se reabsorvem em ritmos diferentes. Uma fibra de reabsorção rápida (copolímero de glicolídeo, lactídeo e carbonato de trimetileno) dá a força inicial e se integra ao tecido em poucos meses. Uma fibra de reabsorção lenta (copolímero de lactídeo e carbonato de trimetileno) mantém o suporte por muito mais tempo, até ser absorvida ao longo de cerca de três anos.
O resultado é uma transferência gradual de carga: enquanto a tela se dissolve, o próprio organismo assume a sustentação, com o colágeno e os tecidos remodelados em torno da estrutura. Suporte forte no começo, ausência de corpo estranho no fim.
Glicolídeo + lactídeo + carbonato de trimetileno. Força inicial, integra-se em poucos meses.
Lactídeo + carbonato de trimetileno. Sustenta por mais tempo, some em ~3 anos.
Poros largos que favorecem a integração e a vascularização do tecido.
O suporte passa, aos poucos, da tela para o tecido do próprio corpo.
Como a tela trabalha ao longo do tempo — e por que, ao final, não resta nada além do seu próprio tecido.
A tela é posicionada e suturada como um sutiã interno, oferecendo a força mecânica máxima exatamente quando a mama mais precisa: no início da cicatrização.
A fibra de reabsorção rápida já foi incorporada ao tecido. A estrutura macroporosa favorece a entrada de vasos e a integração da tela ao organismo.
A fibra lenta mantém o suporte enquanto o próprio corpo assume progressivamente a sustentação, com remodelação de colágeno em torno da estrutura.
A tela é totalmente absorvida. Não resta material permanente — apenas o tecido do próprio corpo, agora remodelado e com sustentação própria.
Na prática do Dr. Peruzzo, a tela reforça a lógica do sutiã interno: dar à mama uma sustentação estrutural que protege o formato ao longo do tempo. Pode ser empregada como suporte adicional em situações que pedem reforço — pele mais fina, implantes maiores ou flacidez — combinada às técnicas de mastopexia interna e de prótese de recuperação rápida.
No Brasil, a TIGR® Matrix é aprovada pela ANVISA para cirurgia reconstrutiva da mama, em planos pré-peitoral e submuscular. A indicação e o benefício são sempre definidos em avaliação individual.
Resultados publicados sobre a tela reabsorvível em cirurgia de mama baseada em implante.
Em série de 49 pacientes (60 mamas), seguimento médio de 12 meses, com apenas um implante removido por infecção (Cuffolo et al., 2018).
Em 71 pacientes (109 mamas) com reconstrução direta por implante: infecção 1,8% e seroma 2,8% — perfil considerado aceitável (Shauly et al., 2025).
Frente a telas sintéticas não reabsorvíveis, observam-se menores taxas de seroma e infecção e, sobretudo, menos cirurgias de revisão e de retirada da tela.
A literatura também aponta a tela reabsorvível como alternativa de menor custo às matrizes dérmicas acelulares (ADM), com perfil de complicações comparável. Os dados referem-se majoritariamente a cirurgia reconstrutiva baseada em implante; estudos de pós-comercialização seguem em andamento. Resultados individuais variam mediante avaliação.
Material com histórico de uso clínico desde os anos 1970 e aprovações nas principais agências.
Sem componentes de origem animal, o que reduz risco de reação e simplifica o manuseio, a sutura e o posicionamento.
A malha tricotada de poros largos favorece a vascularização e a incorporação ao organismo durante a cicatrização.
Ao final do processo, não permanece material estranho — diferentemente das telas permanentes.
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